Reportagens sobre envolvimento de agentes da polícia em quadrilha criminosa, esquema de exploração de crianças e adolescentes, efeitos da crise climática na Amazônia, complexidade dos conflitos na “cracolândia” e violência obstétrica contra mulheres encarceradas são finalistas do 14º Prêmio AMAERJ Patrícia Acioli de Direitos Humanos.
Os trabalhos da categoria Reportagens Jornalísticas foram escolhidos pela Comissão Julgadora formada pelos jornalistas Ana Paula Goullart, Luísa Martins e Marcelo Barreto.
Confira os trabalhos finalistas listados em ordem alfabética:
“Bonde dos Fantasmas“A série de reportagens do jornal Extra revelou, com exclusividade, uma investigação da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro sobre o envolvimento de agentes em uma quadrilha que assaltava bocas de fumo usando armas da corporação. A autora é Roberta de Souza, do Extra.
“Caso K – A história oculta do fundador da Casas Bahia“A série em podcast revela como Samuel Klein, dono da Casas Bahia, teria mantido, durante décadas, um esquema de aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes, com suporte da estrutura da empresa, conivência da mídia e omissão da Justiça para se manter impune. Os autores são Thiago Domenici e equipe, da Agência Pública.
“Planeta em colapso: como a crise climática afeta direitos em territórios da Amazônia“A série de três reportagens expõe os efeitos das mudanças climáticas no cotidiano da Amazônia, a partir de histórias, olhares e experiências em uma aldeia indígena, um território quilombola e uma plantação de alimentos orgânicos no Pará. Os autores são Fernanda Melo da Escóssia e equipe, dos sites Sumaúma e InfoAmazonia.
“Território em Fluxo“A série documental investiga os principais conflitos presentes em uma das áreas mais disputadas de São Paulo: a ‘Cracolândia’. A produção se contrapõe a abordagens estigmatizantes para, a partir de quem atua na região, retratar a complexidade desse território. A autora é Iolanda Depizzol, do site Brasil de Fato.
“Violência obstétrica ainda afeta mulheres no cárcere três anos após Lei de Tratamento Humanitário“A reportagem, feita em duas publicações, aborda o rompimento de vínculos familiares e a negação ao direito à maternidade no cárcere. Os autores são Mariana Rosetti Maia e equipe, do site Gênero e Número.
PremiaçãoOs vencedores serão revelados na solenidade de premiação, que acontecerá em 22 de setembro, no salão histórico do 1º Tribunal do Júri, no Museu da Justiça (Rua Dom Manuel, nº 29, 2º andar, Centro do Rio).
O primeiro lugar ganhará R$ 17 mil; o segundo, R$ 12 mil; o terceiro, R$ 6 mil. Os três primeiros colocados receberão troféus. Os demais finalistas serão homenageados com menções honrosas.
Confira aqui todos os finalistas do Prêmio.
Criado em 2012, o Prêmio celebra a memória da juíza Patrícia Acioli. Titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ela foi morta em 2011, em Niterói, por policiais militares. A premiação tem o objetivo de identificar, disseminar, estimular e homenagear as ações em defesa dos direitos humanos, dando visibilidade a práticas e trabalhos na área.
O Prêmio tem apoio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ). Os patrocinadores são a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Multiplan, a Prefeitura do Rio e a Cedae.
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