A história cooperação entre o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e o Tribunal do Rio Grande do Sul (TJ-RS) foi celebrada em solenidade na noite desta quinta-feira (23), em Porto Alegre. O Judiciário gaúcho concedeu uma homenagem especial aos magistrados fluminenses que auxiliaram a Corte após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. “A dedicação, a sensibilidade e o compromisso foram fundamentais para a continuidade da prestação jurisdicional”, ressaltou o TJ-RS.
O desembargador Ricardo Cardozo, presidente do TJ-RJ no biênio 2023-2024, representou o Tribunal do Rio na cerimônia e recebeu uma placa das mãos do presidente do TJ-RS, desembargador Alberto Delgado Neto, e da 3ª vice-presidente da Corte, desembargadora Lusmary Fatima Turelli.
Na placa, o TJ-RS concedeu agradecimento especial ao TJ-RJ “em reconhecimento à atuação solidária e exemplar nos processos do Tribunal em razão da enchente que assolou o Estado em maio de 2024”.
“Assegurou-se a efetividade da justiça e a proteção dos direitos da população gaúcha em um momento de extrema adversidade. Este gesto de cooperação judiciária e fraternidade ficará registrado como um marco de união entre os tribunais brasileiros, demonstrando que a Justiça se engrandece quando guiada pelo propósito comum de servir a sociedade”, destacou o TJ-RS na placa.
Na cooperação judiciária, que contou com o apoio da AMAERJ, cerca de 70 desembargadores e juízes do Rio de Janeiro se voluntariaram para participar das audiências e das sessões de julgamento do TJ-RS.
Além da homenagem ao TJ-RJ, o Tribunal do Rio Grande do Sul entregou placas individuais para os desembargadores Ricardo Cardozo e Alexandre Câmara (presidente do Núcleo de Cooperação Judiciária do TJ-RJ). Todos os magistrados que participaram da cooperação irão receber certificado de agradecimento.
Ao discursar, o desembargador Ricardo Cardozo agradeceu a homenagem. “Trata-se de um gesto que transcende a formalidade de uma cerimônia. É o reconhecimento de um elo humano e institucional que se forjou em meio à dor e à necessidade. E que revelou, mais uma vez, que o Judiciário brasileiro é capaz de agir com empatia, eficiência e solidariedade. Quando o TJ-RJ estendeu a mão ao TJ-RS, não o fez apenas como instituição, mas como comunidade humana, consciente de que a Justiça é uma só, e de que nenhum tribunal é verdadeiramente justo se não for solidário”, afirmou.
A homenagem aconteceu durante o 3º Congresso Gaúcho de Cooperação Judiciária, na sede do TJ-RS.
